terça-feira, 24 de maio de 2011
Não mexas no tempo
Não consigo dormir. Por mais que queira não consigo. Sinto que continuamos na mesma sintonia, que remamos os dois para o mesmo lado, e não estou a alucinar, porque desta vez foste tu que deste os sinais que eu precisava. E desta vez é diferente, vou deixar que sejas tu a fazer ás coisas á tua maneira, vou deixar que sejas tu a vir á minha procura, sabendo que tu queres ir em frente, mas algo te impede, algo não te deixa agir, (esperando que esse algo não seja o que estou a pensar, aí deixa-me que seja eu a agir). E aquele bater? Um bater de peito, junto com o bater do meu peito a toda a velocidade ainda está na minha cabeça, no meu ouvido, no meu pensamento. É impressionante como pequenas coisas nos ficam na cabeça e nos marcam tão fortemente. Sem dúvida nenhuma especial. Foi um bater do coração diferente. E agora? Aqui estou e continuo com esse bater forte e sem conseguir sossegar. Suspiro e penso, penso naquilo que queria que se voltasse a repetir. Naquilo que gostaria que parasse o tempo e nunca mais andasse. Como diz um amigo meu: "não mexas no tempo!". Isso mesmo!
Não mexas, não vamos deixar que ninguém mexa. Vamos ficar assim, para sempre, naquele momento só nosso.
Deixa-me falar-te em amor!
"Nesta era em que tudo é fabricado, em que nada é natural, em que nada é puro; em que os primeiros beijos se trocam por telemóvel, se fala por sms e os ditos «encontros românticos» acontecem no cinema, entre um balde de pipocas e um copo de coca-cola, nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; deixa-me falar-te de amor. Não quero falar deste «amor» novo, feito de «roda-bota-fora», que nasce podre e é vazio. Não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na Internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca.
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito.
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me «amo-te» e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta! "
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito.
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me «amo-te» e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta! "
terça-feira, 3 de maio de 2011
Nada como o tempo
Com o tempo, tu vais perceber que para ser feliz com uma outra pessoa, tu precisas, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebes também que aquele alguém que tu amas (ou achas que amas) e que não quer nada contigo, definitivamente não é o "alguém" da tua vida.
Tu aprendes a gostar de ti, a cuidar de ti e principalmente a gostar de quem também gosta de ti.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até ti.
No final de contas, tu vais achar não quem tu estavas á procura, mas quem estava a procurar por ti !
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